Apresentação

Rumos Itaú Cultural é um programa de estímulo criado em 1997. Frequentemente ampliado e revisto, já abrange dez segmentos entre áreas de expressão artística e do conhecimento humano, entre os quais Rumos Jornalismo Cultural, lançado em 2004 que ao final de 2012 exibe os resultados de sua quarta edição.

Rumos Jornalismo Cultural busca refletir sobre as funções, as influências e os processos do jornalismo cultural, promovendo o diálogo entre todos os agentes culturais envolvidos na tarefa de apresentar uma editoria de cultura de qualidade ao público brasileiro: instituições culturais e de ensino, artistas, técnicos, curadores, gestores, pesquisadores, empresas de comunicação, professores, estudantes, jornalistas… e certamente a própria sociedade.

O primeiro desafio do Itaú Cultural foi selecionar um dos aspectos desse universo de relações como objeto do programa. Optou-se por focar na formação básica do futuro jornalista que quisesse se especializar na editoria de cultura. Eis as bases da primeira edição, 2004-2005, que ao final do processo de seleção no primeiro ano (a partir de inscrição de reportagens culturais para mídia impressa) trabalhou com 15 universitários sob a batuta do jornalista cultural Israel do Vale. Até então o ainda embrionário Laboratório Online de Jornalismo Cultural abordava mais a formação teórica, por meio do software de educação à distância TelEduc, desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Nesta fase inicial de implantação do programa o instituto conta com o apoio do FNPJ – Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, até hoje parceiro na divulgação das ações.

A segunda edição, 2007-2008, marca o amadurecimento do programa, que passa a ter duas carteiras, estudante e professor, para aprofundar as questões de formação com os educadores de comunicação. Além disso, os 17 alunos que participam do laboratório – agora sob editoria do jornalista e escritor José Castello, até hoje no exercício da função – ganham mais exercícios práticos e passam a ter uma revista para reunir as reportagens produzidas no ambiente virtual. O processo de seleção também sofre uma alteração estrutural, recebendo inscrições de reportagens culturais para mídia impressa, rádio, TV e web, esta última elaborada e gerenciada em parceria com o Portal Terra, que perdura por todas as edições subsequentes. Por sua vez, os nove professores selecionados a partir de ensaios sobre a formação do aluno e o aperfeiçoamento do professor de jornalismo se reunem numa segunda sala do TelEduc para desenvolver juntos  – ao mesmo tempo que em diferentes cidades do país – o Mapeamento do Ensino de Jornalismo Cultural em 2008. Nesta edição, o instituto ganha outro parceiro de divulgação que até hoje permanece atuante, a Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

2009-2010 é o biênio da terceira edição, aperfeiçoada por meio da mudança de ferramenta virtual para o b2learn, da Zaine Software, permitindo dowloads e uploads de arquivos mais pesados e um tráfego maior e mais rápido de informações. A estrutura permanece a mesma, somente com a adição de um mediador para a sala dos professores, a cargo do professor e pesquisador de cibercultura Alex Primo, para organizar a segunda pesquisa, Mapeamento do Ensino de Jornalismo Digital no Brasil em 2010, com os oito docentes contemplados. O laboratório é realizado para 12 estudantes, que lançam suas reportagens ali produzidas na segunda edição da revista.

A quarta edição que ora apresenta seus resultados, 2011-2012, traz o terceiro volume do trabalho dos professores – Mapeamento dos Programas de Treinamento das Empresas de Comunicação em 2012 – que, como o próprio título confirma, estabelece uma ampliação do campo de pesquisa, saltando os muros da academia. Os docentes tem mediação de um ex-selecionado (edição 2007-2008), Nísio Teixeira. Os estudantes lançam suas reportagens na revista eletrônica, que deixa de ser impressa para acompanhar a tendência para as mídias digitais. A plataforma usada para a realização dos trabalhos é o Pátio, da CiaTech Soluções Digitais, na verdade o antigo b2learn da Zaine, que muda de mãos.

A exemplo de 2006, em 2013 o Rumos Jornalismo Cultural faz nova pausa nos seus processos de inscrição/seleção/desenvolvimento, para focar na difusão de seus produtos enquanto a equipe do Itaú Cultural pensa nas reformulações estruturais do programa Rumos como um todo. Porque inovar é preciso.

Itaú Cultural – Núcleo de Literatura e Audiovisual – dez/2012.

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